Os meus amigos chamavam-me Paulette desde a adolescência, a minha terra adotou o nome, e ele ficou — natural, intuitivo, quase mágico.
Anos mais tarde, lembrei-me de algo esquecido: uma série italiana animada, da minha infância, inspirada na história da Cinderela.
Nela, existia uma personagem especial — uma artista sensível, observadora, de cabelo ruivo e olhar doce. Era a fada madrinha da história e chamava-se Madame Paulete.
Ela via a verdadeira essência da Cinderela mesmo quando ela própria não conseguia. Protegia-a, guiava-a, ajudava-a a ver-se com amor.
Quando recuperei esta memória, tudo fez sentido.
Sem o saber, o nome que escolhi para a minha marca já era parte da minha história desde menina.
Hoje sinto que a Madame Paulete vive em mim no olhar atento que acolhe, no amor pela verdade das pessoas, e na vontade de mostrar a beleza que cada um carrega e, às vezes, não vê.